Nokia N96: Review e Comparação com o N95

Testei por mais de um mês o novo celular da Nokia

Provei o Nokia N96 por mais de um mês graças a Digital-PR que o colocou à minha disposição para o teste, e eis as minhas impressões.

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Quis verificar em particular as diferenças com o Nokia N95, telefone que paguei do meu bolso, para avaliar se o N96 efetivamente constitui a natural evolução do seu antecessor.

O que me agradou

Finalmente o GPS é usável. Estou falando do Nokia Maps integrado no celular e não de terceiras partes.

A antena GPS integrada finalmente pega os satélites em tempo aceitável e é bastante confiável mesmo a pé em áreas intransitáveis (o testei nas vielas de Roma), ou mesmo de carro em estradas de zonas rurais.

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Sei que outros bloggers demonstraram desconfiança quanto ao GPS do N96 mas, os meus testes me satisfizeram.

Uma outra melhora consiste no aumento da resistência do hardware em condições de stress. O streaming móvel do N95 com o QIK se mostrou sucessivamente não confiável: o telefone se esquentava e se bloqueava depois de 5/6 minutos constrangendo-me a reiniciá-lo extraindo a bateria (!!!). O N96 parece mais confiável: se esquenta menos e é mais estável.

A câmera fotográfica é mais sensível em condições de pouca luminosidade e a antena do aparelho é mais sensível em comparação à do antecessor. Na chácara onde passei o Ano Novo o N95 não pegava sinal, já o N96, sim (veja a foto).

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Aqui você encontra fotos tiradas com o N96 durante o dia.

Um outro evidente melhoramento consiste na memória de massa: 16Gb integrados no celular que, de qualquer forma, são vistos pelo computador como uma memória Flash.

Infelizmente, os lados positivos terminam aqui.

Os defeitos do N96

Usabilidade e ergonomia

Começo logo com os dois defeitos que me mais incomodaram do ponto de vista prático (deixando de lado os recursos tecnológicos): a abertura do slide e o teclado.

O telefone não é nem um pouco ergonômico e para abrir o slide você precisa apoiar o dedão sobre a superfície do aparelho. Resultado: display permanentemente sujo.

Uma vez aberto o slide se descobre que as referências táteis desapareceram do teclado numérico: para digitar os números telefônicos é necessário olhar atentamente as teclas.

Do ponto de vista ergonômico segurar na mão o N96 ou um tijolinho é exatamente a mesma coisa: incomoda.

Consumo de energia

Um dos pontos fracos do N95 era a duração da bateria. Eu esperava uma melhora nesse quesito mas, a Nokia fez pior: equipou o N96 com uma bateria a 950 Mah (capacidade menor do que aquela com a qual os N95 da segunda série foram equipados).

É verdade que houve uma melhora no que diz respeito ao consumo de recursos do sitema, mas equipar esse telefone com uma bateria menos capaz do que havia o N95 precedente é uma escolha inexplicável.

Conexão UMTS/GPRS

Nos telefones de nova geração creio que sejam importantes as funcionalidades de conectividade móvel. É verdade, agora existem as chaves USB (pelo menos na Europa), mas se de qualquer modo tenho que levar comigo o celular porque não usá-lo para conectar-me com o notebook sem ter o problema de ter que levar outros objetos em uma viagem?

Esse é o vídeo do speed test:

Decepcionou-me. O Sony Ericsson W760i se revelou mais capaz em condições equilvalentes.

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O objetivo da câmera não há o mini slide de proteção e é ligeiramente em relevo. Isso torna o cobre objetivo frágil.

Perplexidade

O display tem as mesmas dimensões e a mesma resolução do N95: você pensava que o N96 tivesse uma tela melhor, não é?

Uma outra funcionalidade inserida nesse telefone é o decoder para a TV digital móvel: em poucos segundos ele sintoniza a lista de canais das principais operadoras para assistir a TV no celular (existe uma pequena haste atrás do aparelho que serve para apoiá-lo horizontalmente sobre uma superfície plana). Mas atenção, o chip receptor do sinal de TV digital é padrão europeu e não funciona no Brasil, que usa o padrão japonês.

Considerações

Segundo o meu modesto ponto de vista, não existe mercado para este telefone.

Não é uma questão de tecnologia ou de funcionalidade, mas uma questão de tempos: o Nokia N96 foi comercializado a mais ou menos €700,00 (na Itália, pelo menos) quase que contemporaneamente ao lançamento do iPhone, e um pouco antes do Xperia X1 da Sony Ericsson. Inclusive, a Nokia já até apresentou em Barcelona o N97 que parece ser de nível muito superior.

A um preço inferior teria sido um telefone a ser levado em consideração mas, a esse preço e considerando as expectativas de alguém que possui um N95, me decepcionou.

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